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Em termos de investimentos em ativos ou instrumentos de bolsas, conceitualmente “risco” pode ser expresso pela probabilidade de algo incerto, na qual uma expectativa ou possível oportunidade de ganho, pode também gerar uma possibilidade de perda de parte ou de todo o investimento original.
Os principais fatores de risco são: Risco de Crédito, Risco de Liquidez e Risco de Mercado.
Risco de Crédito
É o risco associado ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte, de suas obrigações financeiras nos termos e prazos pactuados, gerando inadimplência ou atraso na liquidação de suas obrigações, resultando em perda financeira para a parte credora.
Risco de Liquidez
É o risco associado à possibilidade de o cliente não possuir recursos financeiros suficientes em uma data prevista para honrar seus compromissos, em razão de descasamentos entre fluxos de pagamentos e de recebimentos seja por:
(a) dificuldade em negociar rapidamente ativos ou posições que possua, por falta de preços ou de liquidez de mercado;
(b) dificuldade para obter funding ou financiamento de sua posição de caixa e com isso manter suas obrigações financeiras adimplentes.
Para ambos os casos, o cliente estará sujeito a perdas financeiras.
Risco de Mercado
É o risco associado à possibilidade de perda por oscilação nos preços de ativos diante das condições de mercado. Esse tipo de risco está relacionado às operações realizadas nos mercados de ações, câmbio, taxa de juros e commodities, que podem ser feitas diretamente através da compra e venda de ativos ou operações com derivativos, podendo resultar, inclusive, em perdas ao patrimônio do cliente.
Um dos principais eventos que compõem o Risco de Mercado, são as operações com Derivativos, que são instrumentos financeiros cujas características estão vinculadas a outros títulos, ativos, ou instrumentos que lhe servem de referência. Como exemplo, podem ser mencionados: opções sobre ações, contratos futuros sobre o dólar comercial, sobre o índice BM&FBOVESPA ou sobre a taxa DI.
Risco de Derivativos é o risco proveniente de operações realizadas nos mercados derivativos com a finalidade de proteção (hedge) ou alavancagem, que pode ser assim descritos:
- • Hedge: os derivativos são utilizados para reduzir exposições ao risco de determinado ativo/passivo ou mesmo de uma carteira. Nesse caso, o risco está associado a possíveis dificuldades de realização de uma proteção adequada, uma vez que nem sempre as alternativas disponíveis no mercado possuem exatamente as características da exposição que se deseja proteger, como por exemplo: prazo, indexador e outros motivos que causem o descasamento dos preços.
- • Alavancagem: operações com derivativos permitem que seja assumida uma exposição financeira maior que o investimento realizado ou patrimônio líquido em carteira, sendo assim as oscilações do mercado podem resultar em perdas maiores que o investimento realizado pelo cliente.
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